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Referência Bibliografia

(atualizado em 14/11/2020)

Nessa sequência de vídeos vamos desmitificar as referências bibliográficas. Você aprenderá como referenciar livros, revistas, artigos, coleções, a partir das normas oferecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT. A norma 6023 de 2018, traz as especificidades de diversos tipos de Referências que geralmente causam espanto a todos. Porém esses vídeos ensinam a mostrar aos leitores QUEM são os autores que você citou, O QUE eles escreveram de importante e COMO eles DIVULGARAM, sendo essa a ordem básica para uma boa referência bibliográfica.

Como são estruturadas as referências?

Nesse vídeo você passeará pelo vale das referências bibliográficas, você entenderá que as exigências, não representam perigo, são apenas maneiras de você mostrar que, suas ideias tem ótimas fundamentações teóricas, que aquilo que você leu fez sentido e possibilitou que novos conhecimentos fossem agregados a você e devido a isso você precisa, referenciar aqueles que ajudaram você, no decorrer do percurso acadêmico. É importante que você saiba diferenciar: Referências, Referências Bibliográficas e Bibliografias, para não se perder nos emaranhados de informações que você encontrará durante seu passeio. E para evitar erros você deverá, seguir as normas de referências da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT. Há outras formas de referenciar, como por exemplo a American Psychological Association (APA), mas entendendo a estrutura de como referenciar facilitará o seu estudo sobre está norma em outros momentos.. E para finalizar jamais esqueça desses três questionamentos: QUEM se expressou? O QUE se expressou? E COMO DIVULGOU a expressão? Pois tais questionamentos representam a lógica, das Normas de Referencias Bibliográfica.

Como referenciar autor?

Nesse vídeo você compreenderá, os porquês se utilizam, os sobrenomes dos autores das obras, consultadas em letras maiúsculas. Você deve compreender que cada autor traz em seu nome uma singularidade e por isso se faz necessário você entender quais as situações para cada autor, se o autor tem nomes compostos, se há graus de parentescos em seus nomes, se organizou obras, se há mais de um autor por obra, se os autores são entidades, se os autores são Estados e Municípios, se os autores são órgãos federativos, e se os autores são anônimos.

Como referenciar a obra?

O presente vídeo dá continuidade ao passeio pelas, entre linhas das referências bibliográficas, quais foram as obras utilizadas. Para iniciarmos nossa conversa, você questionar-se; o que pode ser considerado uma obra? O que pode ser considerada uma Obra Fechada, uma Obra Aberta, uma Obra dinâmica? Quais são as partes que compõem uma obra?  Como referencia-las? Descubra como compartilhar com seu leitor os autores utilizados por você, em seus textos, não deixe de mostrar quais foram as obras utilizadas, saiba se você utilizou a obra por inteiro ou partes dela. Faça imersões nesse universo bibliográfico sem medo, lembre-se QUEM; O QUE, COMO DIVULGARAM, são questionamentos básicos, de agora para frente.

Como publicou?

Uma das partes da referência que mais geram confusão é quando indicamos como a obra foi publicada. Nesse vídeo apresentamos a diferentes maneiras de referenciar livros, capítulos de livro, revistas etc. Além disso nesse vídeo você saberá o que são ISBN, ISSN, DOI e suas funcionalidades. Então não alimente, suas dúvidas assista ao vídeo e perca o medo de fazer as referências bibliográficas.

Exemplos

Livro

BOTH, Wayne C; COLONB, Gregory G.; WILLIANS, Joseph M. A arte da pesquisa. Trad. Henrique A.  Rego Monteiro. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2008. 351 p. ISBN 85-336-2157-4.

Capítulo de livro.

BOTH, Wayne C; COLONB,TrGregory G.; WILLIANS, Joseph M. Fazendo perguntas, encontrando respostas. In: BOTH, Wayne C; COLONB,TrGregory G.; WILLIANS, Joseph M. A arte da pesquisa. Trad. Henrique A.  Rego Monteiro. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2008. p. 35-58. ISBN 85-336-2157-4.

Site

BEZERRA, Juliana. 12 mulheres negras inspiradoras. Toda Matéria. 2019. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/mulheres-negras-inspiradoras/. Acesso em: 10 out. 2019.

Legislação

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. DF: Presidência da República. Disponível em … Acesso em 09 nov. 2020.

Artigo

BOTLER, Alice Miriam Happ; RIBEIRO, Vanda Mendes. Direito à educação, políticas educacionais e princípios de justiça. Cad. Pesqui.,  São Paulo ,  v. 50, n. 177, p. 636-640,  set.  2020 . DOI 10.1590/198053147827 Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742020000300636&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  09  nov.  2020.

Teses

AGUIAR, André Andrade de. Avaliação da microbiota bucal em pacientes sob uso crônico de penicilina e benzatina. 2009. Tese (Doutorado em Cardiologia) – Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

 

 

[Os textos introdutórios foram elaborados por Ana Paula Silveira]

5 km sub 25 minutos

Compartilho os meus dois atuais hobbies: a corrida e o tele teatro. Narro a minha experiência de fazer os 5 km abaixo dos 25 minutos. Neste tempo de quarentena, a minha experiência com as atividades físicas.

Avaliação e aprendizagem remota

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O título da palestra conta com alguns termos: avaliação, processo de ensino e aprendizagem e, finalmente, aprendizagem remota, o qual nós podemos também chamar de educação a distância. Entendo que estão chamando essa prática educativa como aprendizagem remota, por um lado, pelos preconceitos que a educação a distância sofre; por outro lado, os defensores da educação a distância entendem que o trabalho que será desenvolvido sejrá realizado de forma amadora, com isso aumentaria a recusa a EaD. Essa diferenciação é importante politicamente, mas atrapalha, no sentido de que o trabalho que irá ser realizado atualmente tem muito a ver com o que nós chamamos de educação a distância. De qualquer forma, nós vamos utilizar as ferramentas da educação à distância. Leia mais Avaliação e aprendizagem remota

A nova gestão pública e a reconfiguração da educação superior

A comunicação analisa criticamente os principais conceitos da Nova Gestão Pública e a sua relação com as práticas de avaliação da educação superior. Observa-se que por um lado essa concepção tende a ampliar a eficiência e a efetividade do setor público, por outro lado tende a subvalorizar tanto as especificidades da natureza pública da gestão. A prestação de contas, os mecanismos de controle e a ênfase nos resultados e na responsabilização dos agentes prestadores dos serviços pelos resultados obtidos. O processo de avaliação educacional baseado na Nova Gestão Pública restringe a complexidade educacional local a indicadores e manuais de “boas práticas”. Leia mais A nova gestão pública e a reconfiguração da educação superior

Concepções sobre avaliação educacional de intelectuais acadêmicos brasileiros nos anos 1980

Regilson Maciel Borges e José Carlos Rothen


Regilson Borges Maciel
José Carlos Rothen
O artigo discute a constituição do campo da avaliação educacional no Brasil a partir das concepções de intelectuais acadêmicos brasileiros que ajudaram a construir esse campo de conhecimento ao longo da década de 1980. Para esse fim, realizou-se uma pesquisa de caráter bibliográfica e documental, associada às estratégias dos estudos bibliométricos e à análise de conteúdo. Os dados foram organizados em duas principais abordagens de avaliação educacional, uma que enfatiza a avaliação como resultado e a outra cujo enfoque da avaliação é o processo. Nessas abordagens, as concepções dos intelectuais indicam que a avaliação é uma atividade inerente ao fazer humano e por isso não pode ser reduzida a uma ação mecânica, pois implica numa relação de poder e de negociação entre avaliador e avaliado.
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Considerações finais

O artigo apresentou as concepções sobre avaliação educacional de intelectuais acadêmicos brasileiros interessados nesta temática durante a década de 1980, ressaltando como esses autores compreendem o conceito de avaliação dentro de duas abordagens de avaliação, uma que concebe a avaliação como medidas de resultados e a outra que prioriza a participação nos processos avaliativos.

Veja a websérie Conversas sobre avaliação e o curso de extensão gratuito Avaliação institucional da educação

Na abordagem de avaliação baseada em resultados os estudos são basicamente de cunho quantitativo, resultantes de pesquisas sobre a aprendizagem dos alunos e outros baseados em indicadores de produção científica brasileira, tangencialmente aparecem trabalhos que conceituam e definem a avaliação nessa perspectiva objetivista. A avaliação nessa abordagem se confunde com a mensuração do rendimento escolar aferida por meio de testes que possibilitariam medir com rigor a aprendizagem dos alunos. As medidas também se traduzem nos indicadores da produção científica da pós-graduação que indicariam a qualidade dos cursos de mestrados e doutorados no país.

Veja outros textos da pesquisa Avaliação educacional: teorias dos anos 1980. 

Na abordagem de avaliação baseada em processos os estudos são em sua maioria de cunho qualitativo, resultantes de análises teóricas da literatura da área e de proposições de metodologias para a avaliação da educação. A avaliação nessa abordagem aparece como possibilidade de se conhecer como foi construída a teoria em avaliação educacional a partir da literatura estadunidense, assim como evidencia os esforços de estudiosos brasileiros em esboçar uma teoria e prática de avaliação que pudesse ser aplicada à realidade educacional brasileira.

Veja textos sobre Avaliação e Regulação da Educação Superior brasileira:  história e políticas 

Nessa última abordagem se destacam os trabalhos de Pedro Demo com suas ideias iniciais sobre uma prática de avaliação participante e qualitativa, que visava uma educação transformadora, também Ana Maria Saul com sua proposta democrática de avaliação emancipatória para reformulação de cursos e programas educacionais, Menga Lüdke com seu olhar sociológico sobre os fenômenos avaliativos e sua defesa por uma sociologia da avaliação educacional, Cipriano Carlos Luckesi com sua proposta de ultrapassagem do autoritarismo que, por vezes, tem marcado a avaliação escolar e Léa Depresbiteris com seu olhar inovador em torno de uma avaliação da aprendizagem participativa na formação profissional.

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Entretanto, apesar do surgimento dessa linha de análise crítica do papel da avaliação, nota-se que ainda é constante no período, a presença de estudos com forte viés quantitativista, destacando-se os estudos sobre a construção, validação e qualificação técnica de instrumentos de medidas elaborados por Heraldo Marelim Vianna, os trabalhos sobre a avaliação do rendimento dos alunos realizados por Heraldo Marelim Vianna e Bernardete Gatti, as análises sobre os exames vestibulares desenvolvidas por Heraldo Marelim Vianna, Sergio Costa Ribeiro e Adolpho Ribeiro Netto, e as apreciações em torno dos indicadores da produção científica da pós-graduação brasileira tratadas por Simon Schwartzman e Cláudio de Moura Castro.

Veja textos sobre Universidade e nova gestão pública 

É no interior dessas abordagens que os intelectuais e grupos colocam em prática suas relações de complementaridade, nos quais os agentes se tornam detentores de um capital científico fundado no conhecimento e no reconhecimento (BOURDIEU, 2004b), cujo poder consiste na imposição de uma definição da ciência, que se revela nas posições epistemológicas que buscam justificar as estratégias colocadas em ação (BOURDIEU, 1983), assim como também servem para colocar em descrédito os defensores de outras posições. Daí nosso entendimento do campo enquanto espaço estruturado de posições, que é marcado pelas relações de força e disputas de poder (BOURDIEU, 2003), onde o que se encontra em jogo é o monopólio pela legitimidade da autoridade científica (BOURDIEU, 2004b).

Veja Veja textos sobre A qualidade da educação superior: o Sinaes em Foco

No caso específico do campo da avaliação educacional no Brasil na década de 1980 a ideia de complementaridade constitui boa parte da lógica de funcionamento desse campo no país, quando as aproximações entre as duas abordagens de avaliação educacional – avaliação como resultado e avaliação como processo – mostram que avaliar é uma atividade complexa e multidisciplinar, e que por isso mesmo não pode ser reduzida a uma função mecânica, mas trata-se de um ato de poder, e enquanto tal pode ser exercido para a dominação ou para a promoção do bem comum.

Veja textos sobre Discursos impressos e Políticas Educacionais

A exposição da lógica de funcionamento do campo científico a partir da relação de complementaridade presente nas ideias dos diferentes autores que discutem a temática da avaliação no período não exclui alguns dos pressupostos que constituem o campo, tais como a concorrência, as competições, lutas e disputas que são características inerentes ao campo e estimulam o seu funcionamento, mesmo porque complementaridade não quer dizer harmonia, pois neste jogo há os que ganham e os que perdem, sobretudo, se imaginamos que o campo brasileiro da avaliação educacional nos anos 1980 está em processo de constituição, com tudo acontecendo ao mesmo tempo, de maneira complexa e dinâmica, o que nos possibilita, inclusive, um olhar sobre quem nele está entrando e quais as posições assumidas.

 Veja textos sobre orientações de Metodologia do Trabalho Científico

Política, docência e diversidade espaços de, na e para a Universidade

José Carlos Rothen (publicado em 22/01/2020 e atualizado em 06/03/2020)

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Podemos utilizar diversos termos para definir a Universidade, como por exemplo: docência, política, professor, diversidade, conhecimento e muitos outros. Nesta fala, vou destacar os termos política, docência e diversidade, e relacioná-los com a Universidade como proposto no título desta fala Leia mais Política, docência e diversidade espaços de, na e para a Universidade

Mecanismos de Avaliação e Regulação da Universidade Federal Brasileira no Reuni: Entre a Proposta e o Contrato

Géssica Priscila Ramos, José Carlos Rothen e Maria Cristina da Silveira Galan Fernandes


O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), instituído em 2007, teve como objetivo central expandir o acesso e a permanência na educação superior, com base em contrato estabelecido entre o Ministério da Educação (MEC) e a Universidade Federal com a definição das condições necessárias à ampliação física, acadêmica e pedagógica da rede federal. Leia mais Mecanismos de Avaliação e Regulação da Universidade Federal Brasileira no Reuni: Entre a Proposta e o Contrato

Abordagens de avaliação educacional: a constituição do campo teórico no cenário internacional

Regilson Maciel Borges e José Carlos Rothen

Este artigo apresenta uma revisão teórica das principais abordagens de avaliação que marcaram a trajetória da avaliação educacional no cenário internacional. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que, referenciada na literatura da avaliação, busca estudar as variadas dimensões e os diferentes sentidos que constituíram historicamente o campo da avaliação educacional. São descritas sete abordagens de avaliação: a avaliação baseada em objetivos, a avaliação baseada na lógica científica, a avaliação baseada no valor agregado, a avaliação a serviço da decisão, a avaliação orientada para consumidores, a avaliação centrada nos participantes e a avaliação qualitativa. Cada uma dessas abordagens é caracterizada segundo seus protagonistas, objetivos, enfoques conceituais, orientações teóricas decorrentes de pressupostos metodológicos e os estudiosos que deram continuidade nas suas respectivas abordagens. Essa literatura internacional exerceu forte influência sobre os pesquisadores brasileiros da avaliação que, fundamentados nesses referenciais, buscaram sustentar uma área de conhecimento que ainda se encontra em processo de constituição e fortalecimento em nosso país.
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Considerações finais
Este artigo analisou a constituição teórica do campo da avaliação no cenário internacional a partir da contribuição de estudiosos que sistematizaram diferentes abordagens existentes no campo da avaliação educacional, com destaque para as abordagens de avaliação centradas nos objetivos, na lógica científica, no valor agregado, no serviço para a decisão, nos consumidores, nos participantes e no enfoque qualitativo.
A avaliação baseada em objetivos busca determinar se os objetivos educacionais foram atingidos. Os principais autores dessa abordagem são Tyler, Metfessel, Michael, Bloom, Hammond, Popham e Steinmetz. Suas vantagens são a fácil utiliza- ção, a aceitabilidade e o foco nos resultados. As principais críticas a essa abordagem se concentram no seu foco exclusivo nos resultados, no reducionismo que gera e na sua linearidade.

Veja outros textos da pesquisa Avaliação educacional: teorias dos anos 1980. 

A avaliação baseada na lógica científica se equivale à pesquisa científica e, enquanto tal, segue a mesma lógica do método científico. Os principais autores dessa abordagem são Campbell, Stanley, Suchman, Cronbach, Lindquist, Snow, Boruch, Glass, Maguire, Wiley, Bock, Klineberg, James, Herzog e Fleck. As vantagens dessa abordagem são o foco nos resultados e a credibilidade. Suas desvantagens se direcionam às aplicações da experimentação em assuntos humanos.
A avaliação baseada no valor agregado procura determinar o quanto a escola contribui para o crescimento de seus alunos. Os principais autores dessa abordagem são Sanders, Horn, Webster, Mendro, Almaguer e Tymms. As vantagens dessa abordagem são a criação de banco de dados, o uso eficiente de testes padronizados e o progresso contínuo. Suas desvantagens são a forte dependência do quantitativo, o não detalhamento das entradas e dos processos do programa e a pouca utilização de métodos qualitativos.

Veja  Avaliação e Regulação da Educação Superior brasileira:  história e políticas 

A avaliação baseada no serviço para a decisão fornece informações para que os programas melhorem seus serviços. Os principais autores dessa abordagem são Stufflebeam, Alkin, Cronbach, Patton, Reichardt e Wholey. Suas vantagens são o atendimento de necessidades específicas, a ajuda na decisão, a apresentação lógica das informações, o equilíbrio no uso de métodos quantitativos e qualitativos, e seus princípios democráticos. As desvantagens são a perda de independência dos avaliadores, a ênfase excessiva na avaliação formativa e a pouca dedicação à avaliação somativa.
A avaliação baseada nos consumidores é vista como um processo de determina- ção de mérito e valor. Os principais autores dessa abordagem são Scriven, Glass, Ken Komoski, Morrisett e Stevens. Suas vantagens são a ênfase numa avaliação independente e objetiva, com redução do fator subjetivo, e a alta credibilidade com grupos de consumidores. Suas desvantagens estão relacionadas à sua independência, pois pode intimidar a inovação e sufocar a criatividade.

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A avaliação baseada nos participantes visa descobrir, investigar e abordar os problemas de um programa. Os principais autores dessa abordagem são Stake, Denny, MacDonald, Parlett, Hamilton, Rippey, Smith e Pohland. As vantagens dessa abordagem são o uso de métodos qualitativos, a triangulação de diferentes fontes, a participação dos interessados na avaliação e a comunicação eficaz dos resultados. As desvantagens são a falta de credibilidade externa e de independência dos avaliadores e a pouca clareza dos resultados.
A avaliação qualitativa se baseia nas perspectivas valorativas dos interessados. Os principais autores dessa abordagem são Guba, Lincoln, MacDonald, House, Parlett, Hamilton, Halpern, Bhola, Schwandt e Fetterman. As vantagens dessa abordagem são os processos de negociação, as orientações democráticas, a descrição detalhada e a liberdade de escolha dos métodos. Suas desvantagens estão na dificuldade da produção de relatórios devido ao envolvimento e à interação contínua entre avaliador e avaliados.
As abordagens de avaliação descritas no quadro da revisão téorica realizada neste estudo, além de fornecerem uma compreensão do desenvolvimento histórico e conceitual do campo da avaliação no cenário internacional, também oferecem, aos interessados pela avaliação, a possibilidade de escolha daquela abordagem que julgarem mais apropriada para responder à natureza de determinado problema educacional. Nesse caso, o avaliador precisa, necessariamente, dispor de liberdade para elaborar o planejamento da avaliação, escolher os instrumentos a serem aplicados e participar efetivamente na execução do plano de avaliação – sem contar a necessidade de se observar as diferentes realidades a serem avaliadas e de incentivar o envolvimento dos demais membros no processo avaliativo. Caso contrário, corre-se o risco de que o avaliador pareça o único responsável pela avaliação.
Entendemos que, de alguma maneira, as abordagens de avaliação apresentadas influenciaram e continuam presentes em nossas práticas e estudos de avaliação. No passado, em nosso cenário educacional, essas abordagens marcaram fortemente a produção científica brasileira sobre o tema que, inicialmente focada na ideia tyleriana de avaliação como atividade final para alcançar objetivos, passou, com o tempo, a incorporar outras alternativas metodológicas de cunho mais qualitativo para a avaliação, com destaque para as concepções de Scriven, Stake, Stufflebeam, Parlett e Hamilton, incluindo a dimensão política de MacDonald e democrática de House. Ainda hoje os conceitos de avaliação somativa e formativa de Scriven têm orientado nossos estudos, assim como a proposição de Guba e Lincoln em torno da ideia da avalição como negociação e a presença do estudo de caso como técnica de pesquisa na avaliação, conforme proposto por Stake, Guba e Lincoln e MacDonald.
De modo geral, compreendemos que essa literatura internacional, traduzida nas abordagens de avaliação expostas, exerceu forte influência sobre os pesquisadores brasileiros da avaliação que, fundamentados nesses referenciais, buscaram sustentar uma área de conhecimento que ainda se encontra em processo de constituição e fortalecimento em nosso país. A adoção dessas fontes marcou um novo momento para os estudiosos brasileiros da avaliação que, munidos por essa literatura, passaram a desenvolver referenciais teóricos alternativos ao modelo tecnicista de avalia- ção predominante até então. Com isso criaram espaço para o surgimento, em nosso meio, da chamada avaliação emancipatória.

Políticas de cotas: um estudo de meta-avaliação nas universidades estaduais paranaenses

O texto apresenta uma meta-avaliação das políticas de cotas em universidades estaduais paranaenses. O objetivo foi analisar os processos avaliativos dessas políticas quanto a semelhanças e diferenças, potencialidades e limites, estratégias e procedimentos utilizados. Foram realizadas análise documental e entrevistas, sistematizadas com a análise do conteúdo. Leia mais Políticas de cotas: um estudo de meta-avaliação nas universidades estaduais paranaenses

Os alicerces da avaliação educacional no Brasil: a elaboração teórica de intelectuais na década de 1980

Autor Regilson Maciel Borges

Tese de doutorado defendida na UFSCar defendida em 31/03/2017

A pesquisa analisa a configuração do campo científico da avaliação educacional no Brasil na década de 1980, tendo como ponto de partida a identificação de autores brasileiros que ajudaram a construir o campo e as suas respectivas contribuições teóricas sobre a temática em questão. Leia mais Os alicerces da avaliação educacional no Brasil: a elaboração teórica de intelectuais na década de 1980

Curso de extensão gratuito: avaliação institucional da educação

A websérie Conversas sobre avaliação agora também será oferecida em breve na versão curso de extensão pelo Portal de Cursos Abertos (PoCA) da Secretária de Educação a Distância da UFSCAR.
Inscreva-se no curso

Ao acessar o site do PoCA será solicitado um cadastro, que é utilizado para a inscrição no curso. Depois da inscrição você receberá um e-mail para confirmar a inscrição. CASO não receba  o e-mail de confirmação verifique a sua caixa de Spam, ou se digitou o e-mail corretamente. Caso tenha dificuldades escreva para contato@poca.ufscar.br

Todos os cursos do Portal são gratuitos. Leia mais Curso de extensão gratuito: avaliação institucional da educação

Avaliação institucional: o caso da UFSCar

Autora Joelma dos Santos [Bernardes]

Dissertação defendida na UFSCar em 24/02/24

Esta Dissertação de Mestrado tem o objetivo de investigar a atuação da Comissão Própria de Avaliação (CPA) em articulação com os processos de autoavaliação institucional. Leia mais Avaliação institucional: o caso da UFSCar

A avaliação externa das escolas e a formação continuada de professores: o caso paulista

Andréia da Cunha Malheiros Santana e José Carlos Rothen
Este artigo tem como objetivo discutir o impacto do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP) e do Índice de Desenvolvimento da Educação no Estado de São Paulo (IDESP) na formação continuada de professores. Leia mais A avaliação externa das escolas e a formação continuada de professores: o caso paulista

Produção de conhecimento sobre avaliação educacional publicada no Brasil durante a década de 1980

Regilson Maciel Borges e José Carlos Rothen

 

O artigo apresenta mapeamento da produção de conhecimento sobre avaliação educacional publicada no Brasil durante a década de 1980. O referencial teórico e metodológico se baseou na literatura que discute os procedimentos para a coleta de dados em estudos bibliométricos. Leia mais Produção de conhecimento sobre avaliação educacional publicada no Brasil durante a década de 1980

Agências de avaliação e acreditação na Educação: conceitos e experiências

No artigo “Agências de avaliação e acreditação”, escrito por Gladys Barreyro e Gabriella Hizume, são apresentados diversos modelos de agências de avaliação e acreditação aplicados no Brasil e no mundo para atestar a qualidade das Instituições de Ensino Superior Leia mais Agências de avaliação e acreditação na Educação: conceitos e experiências

A concepção de qualidade na Revista Ensino Superior (SEMESP) no período de 2000 a 2010

Autora Leticia Bortolin

Dissertação de mestrado defendida na UFSCar em 30/06/2017

O presente trabalho possuiu como objetivo compreender como é(são) tratada(s) a(s) concepção(concepções) de qualidade do Ensino Superior privado expressa(s) na Revista Ensino Superior (SEMESP), no contexto mercadológico, no período referente aos anos de 2000 a 2010. Leia mais A concepção de qualidade na Revista Ensino Superior (SEMESP) no período de 2000 a 2010

Abordagens de avaliação educacional: a constituição do campo teórico no cenário internacional

Regilson Maciel Borges e José Carlos Rothen

Este artigo apresenta uma revisão teórica das principais abordagens de avaliação que marcaram a trajetória da avaliação educacional no cenário internacional. Leia mais Abordagens de avaliação educacional: a constituição do campo teórico no cenário internacional

Os intelectuais da libertação e o intercâmbio educativo: uma leitura gramsciana da Revista Eclesiástica Brasileira (1972 – 1986)

autor: Egberto Pereira dos Reis

Tese de doutorado defendida na UFSCar em 21/11/2014

Esta tese tem como objeto de pesquisa a Revista Eclesiástica Brasileira REB, no recorte de 1972 a 1986, e como um grupo de intelectuais se articulam fundamentados em um ideário, estabelecendo uma proposta educativa junto às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Leia mais Os intelectuais da libertação e o intercâmbio educativo: uma leitura gramsciana da Revista Eclesiástica Brasileira (1972 – 1986)

Proposta metodológica para análise dos resultados de avaliações dos cursos de graduação

Autora Alessandra Maria Sudam

Dissertação defendida na UFSCar em 10/12/2015  [orientador principal Mauro Rocha Côrtes]

Esta pesquisa insere-se no campo da avaliação institucional, em específico, a avaliação dos cursos de graduação, tendo como objetivo o desenvolvimento de uma proposta metodológica para análise dos resultados de processos de avaliação, como forma de subsidiar em uma perspectiva ampla a tomada de decisão e, mais especificamente, os processos de reformulação curricular. Leia mais Proposta metodológica para análise dos resultados de avaliações dos cursos de graduação

Os resultados do Enade e a Universidade Pública

Os resultados do ENADE 2017 reforçam a ideia de que as Universidades públicas oferecem ensino de qualidade elevada.  Nas entrevistas à EPTV exponho que a educação superior não é uma mercadoria, mas uma ação de formação que exige investimento para a realização do ensino, pesquisa e extensão de qualidade.

Entrevista à EPTV São Carlos e Araraquara

Entrevista à EPTV Ribeirão Preto e Franca

 

As Armadilhas do Discurso sobre a Avaliação da Educação Superior

José Carlos Rothen, Andréia da Cunha Malheiros Santana, Regilson Maciel Borges

Os discursos das propostas de avaliação da educação superior tornam-se armadilhas ao não articularem o seu para quê?, para quem?, o quê? e como?. Neste artigo, explicita-se como tais armadilhas são construídas a partir da análise de uma proposta de planejamento e avaliação de uma instituição pública do Estado de São Paulo. A análise da proposta tem como base as ideias de Paulo Freire e outros autores que investigaram a proliferação dos sistemas de avaliação como controle. Conclui-se que, na construção discursiva das diferentes propostas de avaliação, frequentemente, está presente a ideia de controle. Embora utilizem um discurso emancipatório, elas instauram um instrumento de controle quantitativo que pode gerar um aumento da exclusão, do produtivismo e da competição. Leia mais As Armadilhas do Discurso sobre a Avaliação da Educação Superior

Policies for Evaluation and Regulation of Higher Education in Brazil (1995-2010), supporting the expansion of private higher education

Gladys Beatriz Barreyro
José Carlos Rothen
Andréia da Cunha Malheiros Santana
This paper analyzes the routes of the evaluation of higher education in Brazil, from 1995 until 2010. In 1995, during Fernando Henrique Cardoso’s administration, higher education began a process of expansion through private enterprise. At that time, evaluation had a key role. The focus was the evaluation of courses conducted by the Ministry of Education by the application of an assessment test to measure the quality of the system. With the results of this test, a ranking of institutions was created, and used later by these institutions for publicity purposes. Since 2003, after Luiz Inácio Lula da Silva assumed the Presidency of the Brazilian Republic, the evaluation of higher education has been revised and institutionalized with the establishment of the National Higher Education Evaluation System (SINAES). This system displays a shift in the focus of evaluation, from institutional competition to quality improvement. However, since Lula’s second administration, evaluation has had extra features: new indices have been created and the rankings have arisen again, this time conducted by the Ministry of Education itself. Gladys Beatriz Barreyro, José Carlos Rothen & Andréia da Cunha Malheiros Santana 215 | P a g e This paper examines the role of evaluation at those different moments, in Brazil, according to the context of changes resulting from globalization processes. Leia mais Policies for Evaluation and Regulation of Higher Education in Brazil (1995-2010), supporting the expansion of private higher education

O discurso da gestão democrática na Revista Brasileira de Política e Administração da Educação (1995-2004)

Ana Lucia Calbaiser da Silva; Jaime Farias ;José Carlos Rothen

Este estudo buscou investigar a participação da Revista Brasileira de Política e Administração da Educação (RBPAE) na construção do discurso educacional brasileiro, a partir da análise dos artigos publicados nessa revista no período de 1995 a 2004. A metodologia pautou-se pela articulação da bibliometria com a análise do discurso foucaultiana. A RBPAE foi considerada, neste estudo, como veículo de divulgação científica que participou do processo de dispersão do discurso educacional por meio da preponderância do discurso da gestão democrática. Leia mais O discurso da gestão democrática na Revista Brasileira de Política e Administração da Educação (1995-2004)

A atuação dos intelectuais da libertação nas páginas da REB no período de 1972 a 1986

Egberto Pereira dos Reis e José Carlos Rothen

O presente artigo tem como objetivo descrever como os intelectuais da libertação atuaram entre os anos de 1972 a 1986, descritos na Revista Eclesiástica Brasileira. Leia mais A atuação dos intelectuais da libertação nas páginas da REB no período de 1972 a 1986

As avaliações externas no âmbito do modelo neoliberal: o caso do SARESP

Andréia da Cunha Malheiros Santana José Carlos Rothen

Este artigo é parte de uma pesquisa de pós-doutorado e tem como objetivo pontuar o surgimento e consolidação da avaliação externa intitulada SARESP (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) como uma política pública neoliberal que visa aumentar o controle do Estado sobre o que é ensinado na educação básica e estimular a competição entre as escolas. Leia mais As avaliações externas no âmbito do modelo neoliberal: o caso do SARESP

Tecnocracia e educação: a utopia político-social saintsimoniana

Tecnocracia e educação: a utopia político-social saintsimoniana
Flávio Reis Santos José Carlos Rothen
O objetivo do presente estudo é o de identificar a fundamentação tecnocrática contada na obra de Saint Simon para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, bem como apontar a utilidade instrumental do campo educacional para a adequação dos sujeitos aos padrões definidos e/ou convencionados pela sociedade. Para tanto, optamos por empreender uma pesquisa de cunho bibliográfico, na razão em que acreditamos que os livros e as obras de referência constituem fonte perene da qual é possível retirar as evidências de que precisamos para sustentar teoricamente as nossas declarações e argumentações. No seio da utopia saintsimoniana, concluímos que a sociedade tecnocrática pode ser apreendida pela primazia da eficiência técnica produtiva, pela utilização e aplicação racional dos recursos materiais e intelectuais, pela valorização das atividades inerentes ao exercício da autoridade profissional na perspectiva de garantir o bem-estar individual e coletivo de toda a sociedade. Leia mais Tecnocracia e educação: a utopia político-social saintsimoniana

External evaluation of education and teacher work: The Brazilian case

José Carlos Rothen and Andréia da Cunha Malheiros Santana
This article aims to discuss whether external evaluations are instruments to ensure increased quality of public school education. It is part of a research that investigated how evaluation results and the resulting indices were used in two schools in the state of São Paulo (Brazil). The methodology adopted was the case study, using different methodological tools such as interviews (intended for school coordinators and supervisors), questionnaires (intended for teachers and school directors) and observation of pedagogical meeting schedules. The collected data were analyzed and contextualized from studies by authors such as Afonso (2009), Dale and Robertson (2006), Le Grand (1991) and Neave (1988), among others, who investigated the commodification of education and external evaluations. In conclusion, we noticed that the mere existence of an external evaluation, accompanied by an index, is not sufficient to ensure improved quality of education, as this is done with the participation of parents, a good initial teacher training and investment in their continued training and higher social investments in the communities. External evaluations, contrary to what they promise, have on many occasions enabled increased regulation, ranking and competition, but have decreased the autonomy of schools thereby, reinforcing school inequality. Leia mais External evaluation of education and teacher work: The Brazilian case

Avaliação educacional brasileira na década de 1980: o campo entre duas abordagens

Regilson Maciel Borges e José Carlos Rothen

O artigo analisa a configuração do campo científico da avaliação educacional no Brasil na década de 1980, identificando os agentes que o constituíam e as suas contribuições teóricas sobre a temática da avaliação. Realizou-se uma pesquisa de caráter bibliográfica e documental, associada às estratégias dos estudos bibliométricos e à análise de conteúdo.

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Avaliação da educação: referências para uma primeira conversa

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No livro discutem-se as seguintes questões: o que são as avaliações institucionais? Por que sugiram? Para que servem? Qual é a sua importância e os seus limites? Sem pretender esgotar tais questões, este livro pretende abordá-las de uma forma direta e didática, articulando a realidade de diferentes contextos e o potencial de diversos instrumentos avaliativos. Leia mais Avaliação da educação: referências para uma primeira conversa

Uma primeira conversa

 

Em Resumo #30 – Avaliação Escolar

Nesta edição do Em Resumo, Ronaldo Martins Gomes conversa com Prof. Dr. José Carlos Rothen <https://rothen.pro.br/site/>, graduado e mestre em Filosofia, Doutor e Pós-Doutor em Educação, docente do Departamento de Educação e do programa de Pós-Graduação da UFSCar, sobre Avaliação Escolar.📻 95,3 FM💻 radio.ufscar.br/escute📱 Android e iOS: onelink.to/radioufscar#EscuteDiferente #RádioUFSCar

Posted by Rádio UFSCar 95,3 FM on Thursday, November 1, 2018

Em parceria com a Secretaria de Educação a Distância (Sead) da Ufscar estou gravando alguns vídeos de popularização da ciência, expondo os conteúdos do livro  Avaliação da Educação: referências para uma primeira conversa. Leia mais Uma primeira conversa

Avaliação e política institucional: estudo dos indicadores “qualificação docente” na avaliação das “condições de oferta de cursos”

O trabalho é uma contribuição à discussão das implicações das avaliações, promovidas pelo MEC, para o Ensino Superior Brasileiro. A análise é construída a partir do ponto de vista de um administrador de uma Instituição de Ensino Superior com diversos cursos, que pretende inferir do grupo de indicadores “Qualificação Docente” na avaliação das “Condições de Oferta de Cursos” elementos para a elaboração de uma política institucional. Com o objetivo de apontar as dificuldades oriundas da não unificação dos critérios de avaliação das comissões, são utilizadas no estudo as planilhas dos cursos avaliados no ano de 1999. No trabalho discute-se as questões: o quê é avaliado? Quais as mudanças que os indicadores induzem? É possível identificar nesses indicadores critérios para elaboração de política institucional global?

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Avaliação e regulação da Educação Superior: normativas e órgãos reguladores nos 10 anos pós LDB

Gladys Barreyro e José Carlos Rothen

O artigo é a base do Programa de pesquisa. Analisa as mudanças nas competências dos órgãos e agências, no âmbito federal, que desenvolvem as funções de regulação e avaliação da educação superior. A pesquisa tomou como fonte as principais leis, decretos e portarias editadas no período compreendido entre 1995 e 2006. Com o trabalho evidencia-se, a implantação de um modelo de regulação progressivamente centralizado no aparelho do Estado (Ministério da Educação) e nos processos de avaliação que, para executar essas funções, se vale da criação/transformação de agências cada vez mais especializadas. Leia mais Avaliação e regulação da Educação Superior: normativas e órgãos reguladores nos 10 anos pós LDB

Para uma história da avaliação da educação superior brasileira

Gladys Barreyro e José Carlos Rothen

Com o Provão, em 1996, e depois com o SINAES, em 2004, a avaliação passou a ser um elemento central na política de educação superior brasileira. Apesar das influências dos modelos internacionais as duas principais concepções adotadas (a da avaliação com uma visão formativa/ emancipatória e a de regulação/controle) foram delineadas pelos acadêmicos participantes de comissões governamentais do Ministério da Educação durante as décadas de 1980 e 1990. No artigo, analisam-se essas duas concepções e algumas das suas implicações nas políticas atuais. São considerados os documentos oficiais: “Programa de Avaliação da Reforma Universitária” (1983); “Relatório da Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior” “Uma Nova Política para a Educação Superior Brasileira” (1985), “Relatório do Grupo Executivo para a Reformulação da Educação Superior” (1986). e “Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras” (1993).
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Avaliação da educação superior, reforma do Estado e agências reguladoras nos governos FHC

José Carlos Rothen e Gladys Beatriz Barreyro

Este artigo analisa o conceito de agência reguladora e suas implicações nas políticas para a educação superior durante os governos de Fernando Henrique Cardoso. São revisados os conceitos de regulação e agências reguladoras e sua significação na agenda governamental. As agências reguladoras, no marco da reforma do Estado iniciada nesse governo, inserem-se na proposta de um Estado com menor intervenção na prestação de serviços e com a promoção de atividades privadas. Porém, no âmbito do Ministério da Educação, a ênfase não foi na criação de agências, mas no fortalecimento do Estado avaliador. O Estado foi o mediador entre o fornecedor de educação superior (as IES) e o mercado consumidor, informando à população os resultados da sua avaliação e autorizando o funcionamento das IES Leia mais Avaliação da educação superior, reforma do Estado e agências reguladoras nos governos FHC

O vestibular do provão

José Carlos Rothen

O artigo é uma contribuição ao debate sobre o Exame Nacional de Cursos, aplicado anualmente pelo Ministério da Educação até 2003. Neste trabalho pretende-se mostrar que os conceitos divulgados pelo Ministério da Educação, ao invés de apresentarem a eventual qualidade dos cursos de graduação, a escondem ou distorcem. Para o estudo são utilizados como dados primários as notas de corte para os conceitos “A”, “B”, “C”, “D” e “E” atribuídos, desde 1999, às áreas que são avaliadas por esse instrumento. Ao compararem-se as notas de corte com a nota obtida pelo curso de melhor desempenho de cada área observa-se que há discrepâncias significativas quanto ao desempenho entre as áreas. Leia mais O vestibular do provão

SINAES: do documento original à legislação

José Carlos Rothen e Almiro Schulz

No artigo explicita-se as diferenças entre a proposta da avaliação da educação superior da Comissão Especial de Avaliação da Educação Superior – especialmente constituída pelo governo Lula para esse fim – e a legislação que instituiu Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Conclui-se que o conteúdo da Proposta e da legislação constituiu um avanço por criarem um sistema integrado de avaliação; que as diferenças entre a Proposta e a legislação são conseqüências das concepções da função da avaliação adotadas em cada uma delas – respectivamente, a de formação e a de controle – ; e que uma das causas das diferenças reside no fato de que no período analisado não havia consenso no governo Lula sobre a função que a avaliação deveria atender. Leia mais SINAES: do documento original à legislação

Ponto e contraponto na Avaliação Institucional: análise dos documentos de implantação do SINAES

José Carlos Rothen

O artigo apresenta o resultado da investigação dos documentos produzidos no âmbito do Ministério da Educação que implantaram o SINAES, Adota-se como hipótese de trabalho que a história da avaliação das instituições segue duas vertentes, a da emancipação/formação e a da regulação/controle. O texto inicia com uma breve reconstituição histórica dos processos de avaliação institucional. No segundo momento, são analisados os documentos sobre a avaliação produzidos pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES)/INEP e a proposta do MEC de decreto-ponte que liga a avaliação e a regulação. Concluí-se que o impasse do governo Lula em definir a função que a avaliação deveria atender dificultou a implantação do SINAES.

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“SINAES” contraditórios: considerações sobre a elaboração e implantação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior

Gladys Barreyro e José Carlos Rothen

O artigo trata do processo de elaboração e implantação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Mostra-se que, na lei que o institui, estão presentes concepções antagônicas de avaliação e que essa recebe influências díspares como a do Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB) e a do Exame Nacional de Cursos (ENC). Conclui-se que o SINAES tem o mérito de sinalizar uma mudança na concepção da avaliação com foco no mercado para a ênfase na melhoria da qualidade. Contudo, a indefinição do modelo de avaliação adotado mostra as oscilações da política de educação superior do governo Lula. Leia mais “SINAES” contraditórios: considerações sobre a elaboração e implantação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior