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Comissão Própria de Avaliação (CPA)

A Comissão Própria de Avaliação (CPA) é um órgão institucional que coordena os processos internos de avaliação das unidades escolares. A CPA pode ter um caráter emancipatório ao levar a comunidade acadêmica a um autoconhecimento e de prestação de contas à sociedade do trabalho realizado, ou regulatória ao se organizar para atender as demandas externas de autoavaliação, ou ainda, ser uma mistura dos dois.

Joelma dos Santos Bernardes no informa que a Lei 10.861 de 2004, que institui o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) prevê que todas as Instituições de Educação Superior devem ter uma Comissão Própria de Avaliação (CPA). Assim a sua presença faz parte do marco regulatório do funcionamento das Instituições.

A autoavaliação é realizada pela comunidade acadêmica com o intuito de alcançar um viés emancipatório, dada que ela é realizada por seus pares, diferente da avaliação externa que comumente se resume a medidas de desempenho. Na legislação há a compreensão da autoavaliação como um dos fatores de garantia de qualidade, na medida em que o processo de reavaliação das práticas traz uma preocupação com a qualidade, resultando em melhorias dos processos e aumento da qualidade do ensino oferecido.

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A avaliação pode ter apenas caráter regulatório, realizando o trabalho de avaliação apena para atender as demandas exigidas. Abandonando o ideário da emancipação, onde se busca a maioridade no processo de autoconhecimento e de autorregulação, ou seja, abandonando a sua dimensão pedagógica de ressignificar a prática pedagógica, a comunidade acadêmica tomando conhecimento da realidade e da responsabilidade institucional.

Cabe a CPA estabelecer o diálogo e a negociação, com os atores envolvidos na avaliação, construindo o consenso nas diferenças. A avaliação baseada no diálogo, no pensar e na conscientização é uma pesquisa participante porque é a realidade na qual o avaliado e o avaliador estão envolvidos.

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A CPA, na visão emancipatória, não cria referências para a avaliação, mas utiliza a o planejamento da instituição e as dimensões que ela considera essenciais.

A CPA tem que ter competência técnica para a elaboração de instrumentos, para aplica-los, para analisa-los e finalmente de divulgar os resultados à toda comunidade. A materialização do trabalho da CPA são os relatórios institucionais da autoavaliação.

Referência

Resenha elaborada por José Carlos Rothen do capítulo “A comissão Própria de Avaliação: contribuições para o planejamento e para a gestão institucional” de Joelma dos Santos Bernardes

Leia mais

BERNARDES, Joelma dos Santos; ROTHEN, José Carlos Comissão própria de avaliação: dois lados de uma mesma moeda .Estudos em Avaliação Educacional , v. 26, p. 420-446, 2015.

 

As Armadilhas do Discurso sobre a Avaliação da Educação Superior

José Carlos Rothen, Andréia da Cunha Malheiros Santana, Regilson Maciel Borges

Os discursos das propostas de avaliação da educação superior tornam-se armadilhas ao não articularem o seu para quê?, para quem?, o quê? e como?. Neste artigo, explicita-se como tais armadilhas são construídas a partir da análise de uma proposta de planejamento e avaliação de uma instituição pública do Estado de São Paulo. A análise da proposta tem como base as ideias de Paulo Freire e outros autores que investigaram a proliferação dos sistemas de avaliação como controle. Conclui-se que, na construção discursiva das diferentes propostas de avaliação, frequentemente, está presente a ideia de controle. Embora utilizem um discurso emancipatório, elas instauram um instrumento de controle quantitativo que pode gerar um aumento da exclusão, do produtivismo e da competição. Leia mais As Armadilhas do Discurso sobre a Avaliação da Educação Superior

Policies for Evaluation and Regulation of Higher Education in Brazil (1995-2010), supporting the expansion of private higher education

Gladys Beatriz Barreyro
José Carlos Rothen
Andréia da Cunha Malheiros Santana
This paper analyzes the routes of the evaluation of higher education in Brazil, from 1995 until 2010. In 1995, during Fernando Henrique Cardoso’s administration, higher education began a process of expansion through private enterprise. At that time, evaluation had a key role. The focus was the evaluation of courses conducted by the Ministry of Education by the application of an assessment test to measure the quality of the system. With the results of this test, a ranking of institutions was created, and used later by these institutions for publicity purposes. Since 2003, after Luiz Inácio Lula da Silva assumed the Presidency of the Brazilian Republic, the evaluation of higher education has been revised and institutionalized with the establishment of the National Higher Education Evaluation System (SINAES). This system displays a shift in the focus of evaluation, from institutional competition to quality improvement. However, since Lula’s second administration, evaluation has had extra features: new indices have been created and the rankings have arisen again, this time conducted by the Ministry of Education itself. Gladys Beatriz Barreyro, José Carlos Rothen & Andréia da Cunha Malheiros Santana 215 | P a g e This paper examines the role of evaluation at those different moments, in Brazil, according to the context of changes resulting from globalization processes. Leia mais Policies for Evaluation and Regulation of Higher Education in Brazil (1995-2010), supporting the expansion of private higher education

Avaliação e política institucional: estudo dos indicadores “qualificação docente” na avaliação das “condições de oferta de cursos”

O trabalho é uma contribuição à discussão das implicações das avaliações, promovidas pelo MEC, para o Ensino Superior Brasileiro. A análise é construída a partir do ponto de vista de um administrador de uma Instituição de Ensino Superior com diversos cursos, que pretende inferir do grupo de indicadores “Qualificação Docente” na avaliação das “Condições de Oferta de Cursos” elementos para a elaboração de uma política institucional. Com o objetivo de apontar as dificuldades oriundas da não unificação dos critérios de avaliação das comissões, são utilizadas no estudo as planilhas dos cursos avaliados no ano de 1999. No trabalho discute-se as questões: o quê é avaliado? Quais as mudanças que os indicadores induzem? É possível identificar nesses indicadores critérios para elaboração de política institucional global?

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